As 13 mais pro ano que finda…

Largadíssimo do blog, I know. Minhas escusas às minhas colegas e a quem interessar possa. 2013 foi um ano sabático, difícil, e a ideia da Xi me veio como uma chance de passar a limpo, embora olhando adiante. Gostei, portanto.

(sete revisões depois)

Tava tudo abstrato demais. Que coisas foram legais? “Escrever”, “ler”, “ouvir música”… Essas coisas SEMPRE são legais, ué… Então, tentemos ser mais objetivos…

(mais oito revisões depois)

Cara, não dá. Voltemos… Mas antes: A reta final desse ano (vá lá, talvez o segundo semestre todo) me proporcionou um mergulho no abismo. E não de um jeito ruim… Então, acaba que o ano deixou mais redescobertas que qualquer outra coisa…

AS 13 de 2013:

  1. Redescobrir o Rock Brasileiro. Já vinha nessa toada há alguns anos, mas a parada consolidou de vez em 2013. Pedra, Fábrica de Animais, Baranga, Golpe de Estado, Patrulha do Espaço, Carro Bomba, Cascadura… Gente competente, de caráter e conteúdo. Sem ceninha ou pro Tools…  Até o lance de garimpar som, que sempre amei mas tinha largado, voltou forte.
  2. Shows! Pedra, Fábrica de Animais, Iron Maiden, Slayer, Pearl Jam, Sepultura, Hives…
  3. Quadrinhos. Essa devo mais às minhas filhas. Começaram a cair em gibi, eu passei a ler o que elas recebiam… Parti pra quadrinhos adultos (coisa que nunca colecionei, apesar de sempre ter lido) e BANG! Capturado, fissurado. De tudo um pouco, de excesso só o Batman – o Cavaleiro das Trevas foi hit aqui em casa em filme, gibi e desenho. E também muito pelas edições Graphic Novel da Panini, muitos títulos legais – tanto da DC Comics quanto da Marvel. Quadrinhos nacionais independentes (ou não), Marcatti, Gustavo Duarte, Moon / Bá… tirinhas… a coisa vai longe…
  4. A Série de Quadrinhos Graphic MSP, do Maurício de Souza. Consequência do número 2, poderia relacioná-la num só item (“Quadrinhos”), mas aqui é porque Maurício é um heroi pra mim! TODAS as histórias são espetaculares… Astronauta – Magnetar (Danilo Beyruth), Turma da Mônica – Laços (Vitor e Lu Cafaggi), Chico Bento – Pavor Espaciar (Gustavo Duarte) e Piteco – Ingá (do Shiko – essa ainda trouxe uma mitologia brasileira de cair o queixo!) subverteram minha maneira de enxergar estes personagens e as histórias em quadrinhos em geral.
  5. Assistir a “Meia Noite em Paris”. Esse filme proporcionou-me a mais espetacular epifania do ano. Como disse num comentário abaixo, é, em princípio, sobre viajar no tempo. Mas na verdade é uma brincadeira com a ideia de que a vida é curta para ser pequena (apud Chacal).
  6. Retomar o gosto pelos aspectos de formação e capacitação do trabalhador. É pura realização e demanda um trabalho enorme. Pena que a educação profissional não receba tanta atenção quanto deveria… mas é um desafio gostoso pra caramba.
  7. Trabalhar “Sentimento de Mundo”, do Drummond, em sala de aula. Daquelas realizações que você leva pra vida. Esse livro e “Os Sertões”, de Euclides da Cunha, foram companheiros neste ano. Ajudou-me intensamente a olhar novamente pro Brasil e pro Nordeste. Reli sei lá quantas vezes o “Sentimento”, sempre com algo de bom na cabeça e no coração. O corpo transige na confluência do amor…
  8. Levar “a jornada do herói”, de Joseph Campbell, pra sala de aula. Outro momento muito bom do ano. De Jesus Cristo ao Homem de Ferro, analisamos os 12 passos, discutimos aspectos profundos – em uma turma de 7º ano!
  9. Ler, discutir e pensar sobre Angola, também em sala de aula. Fichamentos literários, discussão no Facebook, pesquisa em centro de estudos… Tudo isso a partir de um escritor fantástico (Ondjaki) e de uma obra fascinante (“Os Da Minha Rua”).
  10. Big Bang Theory. Eu sei, eu sei, é bobo. Mas eu adoro loucamente e ri a valer com a turma de nerds de Pasadena, California.
  11. Robert Crumb, Calvin e Haroldo e Joe Sacco. Caixas promocionais da Conrad Editora que viraram febre aqui em casa… (I’m just a comic book boy…) Via Conrad ainda veio a autobiografia do Johnny Ramone, outro ponto alto do ano.
  12. Escrever. Voltar a escrever, na verdade. Sempre foi válvula de escape, agora voltou. Tocar também entraria na lista, só acho que colocar como “melhor do ano” 02 shows sem ensaio é muita cara de pau, haha… Mas foi estupendo!
  13. Discos. Baranga (“O Quinto dos Infernos”), Cascadura (“Aleluia”), Patrulha do Espaço (“Ao Vivo no CCSP”), Queens Of Stone Age (“… Like Clockwork”), Alice In Chains (“The Devil Put Dinossaurs Here”) e a brincadeira do Dave Grohl (“Sound City – From Real to Reel”), King Animal (Soundgarden). Além da classiqueira desenterrada e garimpada e alguns acertos de conta (“Fear of the Dark”, “Subterranean Jungle”, p. ex.). Nem todos de 2013, mas (re)descobertos nesse ano – “música nova”, portanto…

E, claro, todas as descobertas, epifanias e crises de lucidez absoluta (e vertiginosa, muitas vezes!) deste ano. Foi tenso, mas foi lindão…

And, last but not least, meus amigos e família. Ter vocês pra dividir isso fez tudo valer a pena, mais uma vez. As dores e as delícias.

E vamo-q-vamo, 2014!

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Sobre Rodrigo Cavalcanti

The lunatic is on the grass...
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